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Aproveite cada oportunidade‏

Texto escrito por Dinha Barreto

Efésios 5:16

Aproveite, ao máximo, cada oportunidade!
Porque o tempo está passando muito rápido..
O relógio não descansa e você é que se sente cansado e não percebe quantas oportunidades tem passado por você, e você as perde…
Oportunidades de dizer: Muito obrigado!
De dizer: Por favor, de fazer um elogio, de falar – Eu te amo de verdade!
De demonstrar carinho, de reconhecer OS atos de bondade… De sorrir!
Somos pedras brutas precisando ser lapidadas pelas mãos do melhor Lapidador, Jesus!
 
Não perca tempo criticando o trabalho dos outros..
Ao invés disso, use esse tempo para produzir..
Para falar do Amor de Deus!
Para ganhar uma alma para Cristo!
Para evangelizar, para discipular…
 
Aproveite as oportunidades para viver o verdadeiro evangelho no seu cotidiano.. Quando for ao mercado testemunhe, quando for ao posto de gasolina entregue um folheto, no shopping demonstre o fruto do Espírito Santo em suas atitudes, em seu falar; no trabalho ou na faculdade procure Dar um sorriso ou uma palavra de bênção!
 
Ore com seu vizinho por telefone ou em uma visita, e lembre-se de interceder ao Senhor sempre que estiver com alguém enfermo; estenda a mão ao necessitado, use o dom DA liberalidade, dizimando, ofertando, se desfazendo de roupas que você não USA, de alimentos que podem ser repartidos…
Leia uma porção DA Palavra de Deus, memorize versículos para falar em momentos oportunos, exortando ou abençoando a vida de alguém!
 
O importante é que você esteja atento aproveitando cada oportunidade que o Senhor te oferece para testemunhar e falar do Amor Grandioso de Deus!!!
Se você já recebeu Jesus como Salvador! Glória a Deus por isso!
Agora está na hora de você celebrá-lo sempre ao acordar, durante todo o dia.. Celebre com cânticos de Vitória! E compartilhe dessa maravilha de amor com as pessoas ao seu redor… Você nunca sabe se terá outra oportunidade..
Portanto aproveite esta que você está vivenciando!
Aceite Jesus em seu coração!! … Celebre-O … Viva e Compartilhe Jesus!!!
 
Aproveite todas as oportunidades!!!
 
Que Deus nos abençoe!!
 
Escrito By Dinh@ em 28/09/09

Cheiro de Ovelha – de Phil Ware

Em dezembro de 2006, na rodovia 36, em Brazoria, no Texas, alguém roubou o bebê Jesus e a manjedoura dele. Bem, não era exatamente Jesus; era a estatueta de Jesus do presépio da cidade. Foi roubado e parecia que a cidade toda ficou deprimida por conta disso. Assim, quando montaram o presépio de 2007, não havia nenhum bebê Jesus ou manjedoura.

O povo em Brazoria não está só. O problema é chamado de “Síndrome do Bebê Jesus Roubado” e acontece todos os anos. O bebê Jesus é roubado de presépios ao redor do país. Na realidade, histórias sobre o desaparecimento do bebê Jesus são encontradas em jornais e notícias de Televisão local ao redor do mundo. É natural que qualquer pessoa que ouvir esta história dirá algo do tipo, “Quem faria uma coisa dessas?”

Neste Natal, temos problemas muito maiores do que um bebê Jesus de plástico roubado de uma falsa manjedoura num presépio. E se formos honestos com nós mesmos, o verdadeiro Jesus é freqüentemente seqüestrado da nossa experiência de Natal por muitas razões. Às vezes é o nosso próprio stress, viagens, e preparativos para os feriados que nos privam de Jesus. Às vezes é a pressão daquilo que dizem ser “politicamente correto” que remove Jesus desta época e o substitui com bonecos de neve e rena. Às vezes, é o exagero, falsidade e rudeza daqueles que se chamam de Cristãos que roubam Jesus desta temporada. Foi por isso que Deus incluiu pastores na história (Lucas 2:8-20).

Antigamente, pastores gozavam de um status de “mais favorecido” nas histórias da Bíblia. Grandes heróis da fé – como Abraão, Moisés e David – foram pastores. Um dos salmos mais amados fala de Deus como um pastor (Salmo 23). Quando Jesus nasceu, porém, pastores haviam sofrido vários séculos de relações públicas ruins. Eles eram pobres. Eles viviam ao ar livre. Eles não eram refinados. Eles não eram educados. Pior de tudo, eles cheiraram como ovelhas. O termo técnico usado pelo povo nos dias de Jesus para descrever pastores e outras pessoas menos aceitáveis eram “am haaretz” – significando “povo comum”, ou “pessoas da terra.” Deixe-me assegurá-lo, ser classificado “am haaretz” não era nenhum elogio nos dias de Jesus.

As “pessoas da terra” não eram consideradas boas candidatas para serem religiosas. Elas eram consideradas sujas, rudes e desleixadas. Elas não tinham o tempo para estudar todas as tradições religiosas, e assim não podiam cumprir os padrões legalistas da retidão religiosa. Elas estavam muito ocupadas fazendo trabalho sujo para serem consideradas puras o bastante para serem religiosamente desejáveis. Elas eram pobres demais para ir nas peregrinações religiosas para os lugares sagrados de adoração. Por isso os religiosos nunca as considerariam fiéis a Deus. O último lugar em que se esperaria Deus revelar a sua glória era para um grupo destes marginais.

No entanto, quando Deus chamou os anjos para anunciarem o nascimento de Jesus, Ele os enviou a pastores lá fora no campo, cuidando das suas ovelhas! Pense nisto: pastores sujos e fedorentos acampados ao ar livre, cuidando das suas ovelhas ouviram os louvores de anjos e correram para ver o bebê Jesus recém-nascido. Muitos hospitais não teriam permitido eles entrarem na sala de espera, muito menos na sala de parto. Mas Deus fez questão de que os pastores se sentissem em casa quando acharam o bebê Jesus. Ele estava deitado num cocho de alimento no lugar onde os animais eram mantidos – um lugar onde qualquer pastor se sentiria em casa.

Assim, bem no meio do nascimento do Filho de Deus, com todos os povos bons orando pela libertação de Deus, com os Romanos ocupados dominando o império e com as pessoas religiosas tentando proteger suas tradições, Deus colocou o Filho dele em numa manjedoura cercada por um grupo de marginais sujos e fedorentos conhecidos como pastores. O cheiro de ovelha e a fumaça das fogueiras dos acampamentos deles ainda permeava as roupas deles quando chegaram para cumprimentar o recém-nascido Rei.

A história dos pastores é a lembrança de Deus de que ninguém pode roubar a graça dele de nós. Não importa onde nós fomos ou como nós cheiramos ou de que outras pessoas nos chamam, há um lugar perto da manjedoura com o bebê Jesus, para cada um de nós.

Acho que é por isso que eu amo a história sobre o bebê Jesus roubado em Brazoria. Depois que um vento forte derrubou o presépio no domingo de 16 de dezembro de 2007, algumas pessoas apareceram para restautrar o presépio. Adivinhe o que elas acharam? Sim, o bebê Jesus estava de volta onde ele devia estar. Jesus tinha sido devolvido para a manjedoura. O José e Maria mais uma vez ficaram rodeados pelos animais e pastores enquanto se curvaram diante do Rei.

Para mim, esta é a pequena lembrança de Deus de que todos são bem-vindos para receber o presente da graça dEle. Nós somos bem-vindos nesta manjedoura. Até mesmo se nós federmos com o odor de nossas escolhas e reputações ruins, nós ainda somos bem-vindos. E se nós estivermos dispostos, o Vento do céu pode soprar pela destruição de nossas vidas e nos devolver Jesus novamente.

E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura”.(Lucas 2:9-12 NVI).

Esta meditação vem de Phil Ware, autor de “Devocional Para Hoje”.


Escalar Árvores ou Sentar nos Ramos – De Max Lucado

José estava sentado firmemente no seu galho na árvore. Este era grosso, confiável e perfeito para servir de assento. Era tão forte que não tremia com as tempestades, nem se agitava quando os ventos sopravam. Aquele ramo era previsível e sólido e José não tinha intenção de deixá-lo.

Isso até que lhe ordenaram que subisse num outro ramo.

Sentado a salvo em seu ramo, ele olhou para aquele que Deus queria que subisse. Jamais vira outro tão fino! “Esse não é lugar para um homem ir!” disse consigo mesmo. “Não há lugar para sentar. Não há proteção das intempéries. E como seria possível dormir pendurado nesse galhinho vacilante?” Ele recuou um pouco, apoiou-se no tronco e pensou na situação.

O bom senso lhe dizia que não subisse no galho. “Concebido pelo Espírito Santo? Pense bem!”

A autodefesa lhe dizia para não fazer isso. “Quem vai acreditar em .mim? O que nossas famílias vão pensar?”

A conveniência o aconselhava a não fazê-lo. “Bem quando eu esperava estabelecer-me e criar uma família.”

O orgulho lhe recomendava o mesmo. “Se ela pensa que vou acreditar numa história dessas…”

Mas Deus lhe dissera para fazer isso, sendo essa a sua preocupação.

A idéia o aborrecia porque estava feliz na situação presente. A vida perto do tronco era boa. O seu ramo era suficientemente grande para permitir que ficasse confortável. Ele estava próximo a inúmeros outros sentadores em galhos fizera algumas contribuições válidas para a comunidade de árvores. Afinal de contas, não visitava regularmente os doentes no Centro Médico do Ramo Norte? Não era ele também o melhor tenor no Coral do Arvoredo? E o que dizer da aula que dava sobre herança religiosa, com o título apropriado de “Nossa Arvore Genealógica”? Deus certamente não ia querer que deixasse tudo isso. Ele tinha… bem, poderia ter dito que tinha raízes no lugar.

Além disso ele conhecia o tipo de sujeito que se atira a uma aventura sozinho. Radical. Extremista. Liberal. Sempre se excedendo. Sempre agitando as folhas. Sujeitos com a cabeça cheia de idéias estranhas, procurando frutas estranhas. Os que são estáveis são aqueles que sabem como ficar perto de casa e deixar as coisas correrem.

Acho que alguns de vocês compreendem José. Sabem como ele se sente, não é? Já estiveram ali. Você sorri porque já foi também chamado para arriscar-se e subir em outro galho. Conhece o desequilíbrio gerado quando tenta manter um pé na sua própria vontade e outro na dele. Você também enfiou as unhas na casca da árvore para segurar-se melhor. Você conhece muito bem as borboletas que voam na boca de seu estômago quando percebe que há mudanças no ar.

Talvez mudanças estejam justamente no ar agora. Talvez você esteja em meio a uma decisão. É difícil, não é mesmo? Você gosta do seu ramo. Acostumou-se com ele e ele com você. Da mesma forma que José, você aprendeu a sentar. Você ouve então o chamado. “Preciso que suba em outro ramo e
tome uma posição. Algumas das igrejas locais estão organizando uma campanha anti-pornografia. Elas precisam de voluntários”.
mude. Pegue sua família e se mude para o exterior, tenho um trabalho especial para você”
perdoe. Não importa quem feriu quem primeiro. O que importa é que você construa a ponte.”
evangelize. Aquela família da mesma rua? Eles não conhecem ninguém na cidade. Vá falar com eles.”
sacrifique. O orfanato tem uma hipoteca que vai vencer este mês. Eles não podem pagá-la. Lembra-se do abono que recebeu na semana passada?”

Qualquer que seja a natureza do chamado, as conseqüências são as mesmas: guerra civil. Embora seu coração possa dizer sim, seus pés dizem não. As desculpas surgem como folhas douradas quando sopra um vento de outono. “Essa não é a minha área.” “É hora de outro tomar a responsabilidade.” “Não agora. Faço isso amanhã”

Mas eventualmente você acaba contemplando uma árvore nua e uma escolha difícil: A vontade dele ou a sua?

José escolheu a dele. Afinal de contas, era realmente a única opção. José sabia que a única coisa pior do que uma aventura no desconhecido era a idéia de negar seu Mestre. Resoluto então, ele agarrou o ramo menor. Com os lábios apertados e um olhar decidido, colocou uma mão na frente da outra até que ficou balançando no ar com apenas a sua fé em Deus como uma rede protetora.

Conforme o desenrolar dos acontecimentos, os temores de José foram justificados. A vida não se mostrou mais tão confortável quanto antes. O galho que agarrou era de fato bem fino: o Messias deveria nascer de Maria e ser criado em sua casa. Ele tomou banhos frios durante nove meses para que o nenê pudesse nascer de uma virgem. Ele teve de empurrar as ovelhas e limpar o chão sujo para que sua mulher tivesse um lugar para dar à luz. Ele se tornou um fugitivo da lei. Passou dois anos tentando aprender egípcio. Houve ocasiões em que esse ramo deve ter balançado furiosamente ao sabor do vento. Mas José apenas fechou os olhos e continuou firme.

Você pode estar, no entanto, certo de uma coisa. Ele jamais se arrependeu. A recompensa de sua coragem foi doce. Um só olhar para a face celestial daquela criança e ele teria feito tudo de novo num momento.

Você já foi chamado a aventurar-se por Deus? Fique certo de que não vai ser fácil. Subir em galhos nunca foi fácil. Pergunte a José. Ou, melhor ainda, pergunte a Jesus.

Ele sabe melhor do que ninguém quanto custa ser pendurado num madeiro.


Levantar Cedo por Watchman Nee‏

(Colaboração: Eliana Ovalle)

I – A melhor hora do dia é de manhã cedo

 A que horas o cristão deve se levantar a cada dia?
 Certa vez uma irmã colocou muito bem essa questão: “Quando uma pessoa ama o Senhor pode ser julgada basicamente pela maneira como ela escolhe entre a cama e o Senhor. Você ama a cama ou ao Senhor? Se ama mais a cama, vai dormir um pouco mais. Se ama mais ao Senhor, levantará um pouco mais cedo”. Ela falou essas palavras há mais de 30 anos, mais ainda são atuais para nós hoje. Devemos escolher entre o amor pela cama e o amor pelo Senhor. Quanto mais amamos ao Senhor, mais cedo levantaremos.

 Como cristãos, devemos levantar cedo, porque cedo pela manhã é o melhor horário para encontrar o Senhor. À exceção dos enfermos, todos os irmãos e irmãs devem levantar cedo. Na verdade muitas doenças não são doenças. Tornam-se doenças porque as pessoas amam demais a si mesmas. Excetuando-se aqueles a quem o médico recomendou dormirem mais, todos devem levantar cedo. Não queremos ser extremistas, recomendamos que os irmãos enfermos durmam mais. Contudo, os que tem saúde devem levantar o mais cedo possível. O melhor horário para encontrar o Senhor, contatá-Lo e ter comunhão com ele é de manhã cedo. O Maná era recolhido antes do Sol nascer (Êx 16:14-21). Qualquer um que queira comer o alimento divino, deve levantar cedo. Quando o sol esquenta, o maná derrete e desaparece. Se quisermos receber nutrição e edificação espirituais e ter comunhão e suprimento espirituais, precisamos levantar cedo. Se levantarmos tarde, o maná terá derretido. Cedo pela manhã é o tempo ideal quando Deus dispensa o alimento espiritual e santa comunhão para seus filhos. Quem chega atrasado, não recolhe nada. Muitos filhos de Deus têm vida doentia, não porque tenham problemas espirituais, mas por que levantaram tarde demais. Muitos filhos de Deus não tem problemas com a consagração, zelo ou amor, mas não conseguem ter a vida cristã normal porque levantaram muito tarde. Não pense que isso seja algo sem importância. Não pense que não tem nada a ver com a espiritualidade. Muitas pessoas não são Espirituais porque se levantaram tarde. Muitos têm sido cristãos por anos, porém não têm vida cristã adequada porque levantam tarde demais. Não conhecemos ninguém que saiba orar, contudo levante tarde. Também não conhecemos ninguém que tenha íntima comunhão com Deus, contudo levante tarde. Todos aqueles que conhecem a Deus levantam cedo para ter comunhão com Ele.

Provérbios 26:14 diz: “Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim, o preguiçoso, no seu leito.” Aqui diz que um preguiçoso na cama é como uma porta que se revolve nos seus gonzos, isto é, dobradiças. O preguiçoso fica se revolvendo na cama; vira para um lado, depois para o outro. Para qualquer lado que se vire, ele ainda está na cama. Muitas pessoas não conseguem se separar da cama. Ao virar-se de um lado para o outro, eles a amam. Quando se viram para a esquerda, estão na cama, quando se viram para a direita, ainda estão na cama. Adoram dormir e não conseguem se separar da cama. Muitos simplesmente querem dormir um pouco mais, e não conseguem sair da cama. Se queremos aprender a servir a Deus e sermos bons cristãos, precisamos levantar cedo todos os dias.
Aqueles que se levantam cedo colhem muitos benefícios espirituais. As orações em todos os horários do dia não se comparam com as orações de manhã cedo. A leitura da bíblia em outros horários do dia não se compara com a leitura cedo pela manhã. A comunhão com o Senhor em outros horários não se compara com aquela de manhã cedo. Cedo pela manhã é o melhor período do dia. Precisamos despender o melhor período do dia, de manhãzinha, diante do Senhor, em vez de gastá-lo em outras coisas. Alguns cristãos gastam o dia inteiro em outros assuntos e se ajoelham para ler a bíblia e orar somente à noite, quando já estão quase indo dormir. Não é de admirar que sejam ineficazes na leitura bíblica, nas orações e comunhão com o Senhor. Acordam muito tarde de manhã. Logo que cremos no Senhor, devemos separar esse horário para ter comunhão com Deus e contatá-Lo.

II – Exemplos de se levantar cedo

            Na bíblia vemos os servos de Deus se levantando cedo pela manhã. Vamos considerar os exemplos:

  1. Abraão – Gn 19:27; 21:14; 22:3.
  2. Jacó – Gn 28:18.
  3. Moisés – Êx 8:20; 9:13; 24:4; 34:4.
  4. Josué – Js 3:1; 6:12; 7:16; 8:12.
  5. Gideão – Jz 6:38.
  6. Ana – 1 Sm 1:19.
  7. Samuel – 1 Sm 15:12.
  8. Davi – 1 Sm 17:20.
  9. Jó – Jó 1:5.
  10. Maria – Lc 24:22; Mc 16:9; Jo 20:1.
  11. Os Apóstolos – At 5:21.

Todos esses versículos nos mostram que os servos de Deus tinham o hábito de ter contato com Deus cedo pela manhã. Todos tinham costume de acordar de manhã cedo e ter comunhão com Deus. Levantavam de madrugada para fazer muitas coisas relacionadas aos assuntos de Deus. Também levantavam cedo para se consagrar. Embora não haja nenhum mandamento na bíblia que nos diga que levantemos cedo, há exemplos suficientes na bíblia a nos mostrar que todos os servos fiéis de Deus levantavam cedo. O próprio Senhor Jesus o fazia. Ele levantou alta madrugada, enquanto ainda era noite, e foi a um lugar deserto para orar (Mc 1:35). Quando foi designar os doze apóstolos, chamou-se a Si ao amanhecer (Lc 6:13). Se Ele ainda tinha de levantar cedo para fazer essas coisas quanto mais a nós.

Qualquer irmão ou irmã que deseja seguir o Senhor, nunca deve pensar que faça pouca diferença levantar uma hora mais cedo. Você deve perceber que a leitura bíblica se tornará ineficaz, se levantar uma hora mais tarde. Da mesma forma, a oração se torna ineficaz, se levantar uma hora mais tarde. Embora possa gastar o mesmo tempo para ler a Bíblia, levantar uma hora mais cedo produzirá resultados bem diferentes. Levantar cedo atrai grande benção. Esperamos que você não perca a benção de levantar cedo desde o início da vida cristã. Perguntaram pelo menos cinquenta vezes a um irmão nos seus três primeiros anos da vida cristã: “A que horas você levantou hoje de manhã?” Levantar cedo é grande benção. Aqueles que aprenderam a fazê-lo sabem a importância disso. Se você não se levantar cedo pela manhã, viverá em pobreza espiritual. Levantar tarde produz muita perda. Muitas coisas espirituais são perdidas por levantar tarde. 
Vimos muitos exemplos na Bíblia. E os servos de Deus que não são mencionados na Bíblia como George Müller, John Wesley e muitos outros servos famosos de Deus? Eles também levantaram cedo. Podemos dizer que quase todos aqueles que conhecemos ou sobre os quais lemos em livros, que tiveram alguma utilidade nas mãos de Deus, valorizavam essa questão de levantar cedo. Eles a chamam de “vigília matinal”. O próprio termo vigília matinal nos mostra que ela ocorre de manhã cedo. Você já ouviu falar de alguém que faz vigília quando o sol já nasceu? Nunca! Faz-se vigília matinal bem cedo pela manhã. Esse é um bom hábito, e nós cristãos devemos cultivá-lo. Os filhos de Deus não devem ser pessoas relaxadas. A igreja tem praticado isso por anos. Devemos manter esse bom hábito de nos encontrar com Deus de manhã cedo. O termo “vigília matinal” não existe na bíblia. Podemos usar outro nome, mas independentemente do nome que dermos, encontrar-se com Deus de manhã cedo é crucial.

III – O que fazer de manhã cedo

Não apenas levantamos cedo. Deve haver exercício e conteúdo espirituais naquilo que fizermos. Aqui há algumas coisas que podemos fazer de manhã cedo:

1, Ter comunhão com Deus

Cântico dos Cânticos 7:12 nos mostra que de manhã cedo é o melhor tempo para ter comunhão com o Senhor. Isso significa abrir nosso espírito e mente para Deus e permitir que Ele nos ilumine, fale, impressione e toque (Sl 119:105, 147). Durante esse tempo nosso coração se aproxima de Deus e permitimos que Ele se aproxime de nosso coração. Devemos levantar cedo para permanecer diante do Senhor, meditar, ser guiados e impressionados por Deus, aprender a tocá-Lo e dar-Lhe oportunidade de nos falar.

2. Louvar e Cantar

De manhã cedo deve haver louvor e canto. Esse é o melhor horário para cantar louvores a Deus. Quando rendemos o mais alto louvor a Deus, nosso Espírito sobe ao pico mais alto.

3. Ler a Bíblia

De manhãzinha é o horário para colher o maná (que é Cristo). Que significa comer Maná? Significa desfrutar de Cristo, a palavra de Deus e a Sua verdade de manhã cedo, todos os dias. Após comer o maná, teremos forças para andar no deserto. Cedo pela manhã é o tempo para colher o maná. Você não estará espiritualmente alimentado nem satisfeito, se gastar o início do dia em outras coisas.
Precisamos ter duas Bíblias, uma com marcas e anotações para usar à tarde, e a outra sem nada anotado para “comer o maná” cedo pela manhã. Nesse momento não leia muito e não pegue muitas porções da palavra. Mas, leia apenas um trecho, cuidadosamente, sempre mesclando a leitura com incessante comunhão com Deus e canto. Isso não significa que deva primeiro ter comunhão com Deus, segundo, louvar e então por último ler a bíblia. Você deve mesclar todas essas coisas. Ao mesmo tempo também deve orar. Venha a presença de Deus e abra sua palavra. Durante a leitura, você pode ser lavado a confessar os pecados. Ao ler certas porções, pode ser tocado pela graça para oferecer ações de graça. Também pode fazer orações a respeito daquilo que leu na palavra. Você pode dizer: “Senhor, isso é verdadeiramente o que preciso. Esse trecho, esse versículo, essa palavra expõe a minha carência. Senhor, preenche essa minha lacuna”. Quando encontrar uma promessa, você pode dizer. “Senhor, eu creio nessa promessa”. Quando encontrar a graça pode dizer: “Senhor, tomo essa graça para mim” Também pode interceder. Enquanto estiver lendo, você pode lembrar-se da condição daqueles que não atendem aos requisitos daquela passagem. Você não deve acusá-los nem criticar. Mas, deve orar: “Deus, cumpra essa palavra em mim. Cumpra também essa palavra no meu irmão”. Você pode confessar os seus pecados e os dos outros. Pode dar graças por você e pelos outros. A bíblia pela manhã não deve ser muito longa. Dois, três, quatro ou cinco versículos são suficientes. Você pode permanecer neles por uma hora. Ao lê-los palavra por palavra, orar sobre eles e ter comunhão com Deus através deles, você será suprido.
Tanto no Antigo como no novo Testamento havia pessoas que tinham comunhão com Deus dessa forma. Elas conheciam a Deus e tinham comunhão com Ele. A sua comunhão com Deus tornou-se parte da sua vida.
Nos Salmos, Davi permutou livremente os pronomes tu e Ele. Em dado nome estava falando ao homem, no momento seguinte, orando a Deus. No mesmo Salmo dizia algumas frases para o homem e então, algo para Deus. Por um lado, falava ao homem, por outro, falava a Deus. Os Salmos nos mostram que Davi era uma pessoa em constante comunhão com Deus.
Enquanto Neemias estava trabalhando, falava algumas palavras e então fazia breve oração. Quando o rei lhe perguntava algo, ele falava primeiro com o rei e depois com o Senhor. Ele misturava o trabalho com oração. Não separava o trabalho da oração.
Paulo escreveu o livro de Romanos aos que viviam em Roma. Porém, mais de uma vez ele voltou o seu falar para o Senhor. Algumas vezes parecia ter esquecido do que estava escrevendo aos Romanos. Parecia que estava falando com Deus. Podemos achar vários exemplos disso nas epistolas de Paulo. Em determinado instante ele se voltava e falava de Deus.
Na autobiografia de Madame Guyon percebe-se uma característica peculiar. Enquanto a maioria das autobiografias são escritas para o homem, na sua autobiografia, Madame Guyon fala ao homem num instante e a Deus no instante seguinte. Num momento está a falar a LaCombe, (que foi quem solicitou que escrevesse a autobiografia), e no momento seguinte está a falar a Deus. Isso é comunhão. Não se sabe onde começa a comunhão com Deus e onde termina. Comunhão não significa colocar as outras coisas de lado para orar. Também não significa orar primeiro e então fazer as coisas. É fazer ambos simultaneamente. Portanto essa hora matutina de colher o maná, você deve aprender a misturar a oração com a palavra de Deus. Deve aprender a misturar louvor e comunhão com a palavra de Deus. Em dado momento pode estar na Terra, mais no momento seguinte está nos céus. Em dado momento seguinte está nos céus. Em dado momento pode ser estar em si mesmo, mas no momento seguinte estáem Deus. Se mantiver essa prática diante de Deus todas as manhãs, após algum tempo você estará cheio de Deus e a palavra de Deus habitará ricamenteem você. Tal leitura da palavra de Deus, tal colher do maná, são-nos indispensáveis. Muitos irmãos e irmãs são fracos e incapazes de caminhar no deserto. Precisamos perguntar-lhes: “Você comeu alguma coisa?” Eles não conseguem caminhar porque não comeram o suficiente. O maná é colhido de madrugada. É por isso que precisamos levantar um pouco mais cedo. Não obteremos nenhum maná se chegarmos atrasados. Precisamos levantar cedo pela manhã para laborar na palavra de Deus.

4. Orar

Devemos ter comunhão, louvar e colher o maná de madrugada. Também devemos orar ao Senhor. Salmo 63:1 (VRC) e 78:34 (VRC) ambos dizem que devemos buscar o Senhor cedo. A oração mencionada no parágrafo anterior é uma oração de entremescla. Mas a que estamos falando aqui é mais específica. Após ter comunhão, louvar e comer o maná, temos força e podemos apresentar todas as coisas em oração diante de Deus. Oração certamente requer muita força. Primeiro precisamos aproximar-nos de Deus de madrugada e ser alimentados. Então podemos usar meia hora, ou quinze minutos para orar por algumas coisas urgentes. Podemos orar por nós mesmos, pela igreja ou pelo mundo. Naturalmente, também podemos orar à tarde ou à noite. Mas se aproveitarmos o poder que acabamos de ganhar de madrugada através da comunhão com Deus e de colher o maná, recebemos mais sustentação na oração.

Todo cristão deve fazer essas quatro coisas com dedicação diante do Senhor e de manhãzinha: ter comunhão com Ele, louvá-Lo, ler a bíblia e orar. A jornada no dia manifesta se fizermos ou não essas quatros coisas pela manhã. Müller atesta que o quanto era alimentado pelo Senhor de manhã, determinava a sua condição espiritual durante todo o dia. A sua condição espiritual naquele dia dependia de quanto ele se alimentara do Senhor pela manhã. Muitos cristãos se sentem fracos durante o dia porque as manhãs são mal aproveitadas. Naturalmente, há aqueles que estão tão adiantados na trajetória espiritual que conseguem experimentar a total separação entre o Espírito e a Alma. O seu homem exterior está quebrantado e eles não são tão facilmente abalados por nada. Mas isso é outra questão. Os recém-convertidos devem aprender a levantar cedo. Uma vez que se tornem frouxos nisso, ficarão frouxos em tudo e tudo dará errado. Há grande diferença entre nutrir-se e não nutrir-se pela manhã.
Certa vez um músico famoso disse: “Se eu deixar de praticar por um dia eu o notarei. Se deixar de praticar por dois dias, meus amigos o notarão. Se deixar de praticar por três dias, o meu público notará”. Se isso acontece quanto a praticar música, muito mais na lição espiritual de levantar cedo. Sem uma boa vigília matinal diante de Deus, nós o percebemos. E aqueles que são experimentados no Senhor quando nos contatarem também o perceberão. Perceberão que não tocamos na fonte espiritual. Desde o primeiro dia, os recém-convertidos devem disciplinar-se rigorosamente. Cada manhã devem levantar-se cedo para exercitar-se dessa maneira diante do Senhor.

 IV – A prática de levantar cedo
 Finalmente, devemos falar um pouco sobre como colocar isso em prática. Como colocar isso em prática? Precisamos dar atenção a algumas coisas.
Todos os que levantam cedo devem ter o hábito de dormir cedo. Ninguém consegue dormir tarde e levantar cedo. Isso é como queimar uma vela dos dois lados.
Não coloque um padrão alto demais. Alguns querem levantar as três ou quatro horas da manhã. Quando descobrem que não conseguem, desistem após alguns dias. É melhor ser moderado. Cinco ou seis horas são bons horários para levantar. Levante um pouco antes do sol nascer, ou quando está nascendo. Levante sempre próximo ao nascer do sol. Se você tentar levantar muito cedo, sua prática pode não durar por muito tempo. Um padrão alto demais somente resultará em consciência condenada. Alguns colocam um padrão elevado demais para si mesmo. Acabam tendo problemas com a família ou o trabalho. Quando ficam hospedados na casa de alguém, têm problemas com os hospedeiros. Isso não é proveitoso. Não coloque um padrão elevado demais para si mesmo. Considere cuidadosamente diante do Senhor qual é o horário adequado para levantar. Leve em conta tanto as limitações físicas como o ambiente. Assim defina o padrão e mantenha-o.
No início você vai encontrar dificuldade. No primeiro e no segundo dia é fácil. Mas, no terceiro é difícil. Nos primeiros dias você vai achar fácil. Mas, após alguns dias, amará tanto a cama que não vai mais querer sair dela. Isso acontece principalmente no inverno. Leva longo tempo até que adquiramos novo hábito. Talvez você esteja acostumado a levantar tarde e sua mente esteja acostumada a isso. Mas, se levantar cedo algumas vezes, gradualmente a sua mente irá a se acostumar a isso. Após praticá-lo por alguns dias, você não vai querer voltar mais a dormir, mesmo se a mente lhe diga o contrário. No início você terá de força-se um pouco para levantar cedo. Antes que o hábito seja formado, você precisa pedir graça a Deus. Continue a pedir graça até que o hábito se forme. Desista da cama diariamente para levantar cedo. No fim vai levantar cedo espontaneamente. Você precisa formar esse hábito diante de Deus. Não pode perder a graça do poder matinal.
Uma pessoa saudável não necessita mais do que oito horas de sono. Não pense que você seja exceção. Não pense que levantar cedo irá fazer mal á saúde. Pode ser que a sua ansiedade é que esteja afetando a sua saúde. Muitas pessoas amam demais a si mesmas e se preocupam a ponto de ficar doente. Você pode precisar de dez ou doze horas de sono se o médico disser que você está doente. Mas, seis a oito horas de sono são suficientes para uma pessoa normal. Porém não leve ao extremo. Mantenha pelo menos seis a oito horas de sono. Não esperamos que aqueles que estão doentes levantem cedo. Se você está doente, não há problema em ficar na cama e ler a Bíblia ali. Mas, aqueles que não têm recomendação médica para ficar na cama e não estão verdadeiramente doentes, devem levantar cedo.
Esperamos que os irmãos que têm maturidade e encargo, diante do Senhor mantenham essa prática. A igreja deve ajudar os preguiçosos para que avancem. Eles devem ser um pouco chacoalhados. Devemos encorajar. Devemos encorajar os recém convertidos a agarrar essa bênção. Aproveite toda a oportunidade para perguntar aos novos: “A que horas você se levanta?” Após alguns dias devem perguntar novamente:  “A que horas você se levantou hoje cedo?” Esse tipo de lembrança deve prosseguir  pelo menos por um ano, no início da vida cristã da pessoa. Após um ano, talvez você ainda precise perguntar: “A que horas você se levanta agora?” Pergunte isso aos recém-convertidos sempre que os vê. Você deve ir a eles e ajudá-los nessa questão. Mas, se nós mesmos não aprendermos diante do Senhor, será difícil fazer isso com os outros. É por isso que nós, primeiramente, precisamos aprender bem essa lição.
Levantar cedo deve ser o primeiro hábito de um cristão, antes de todos os outros. Dar graças antes das refeições é um hábito. Reunir-se no domingo, também. Levantar cedo é um hábito ainda mais essencial. Um recém-convertido deve cultivá-lo. É lamentável que alguns tenham sido cristãos por anos, mas, nunca desfrutaram a benção de levantar cedo. Nunca desfrutaram de tal graça. Se quisermos experimentar essa graça, precisamos aprender bem a lição. Se mais irmãos e irmãs se ajuntarem para aprender essa lição, e se todos se levantarem cedo pela manhã, a igreja crescerá. Quando um irmão recebe mais luz, toda a igreja ganha mais brilho. Quando todos receberem um pouco mais de luz cada dia, a igreja como um todo se tornará mais rica. A igreja é pobre hoje porque pouquíssimos estão recebendo suprimento da Cabeça. Se todos receberem algo da Cabeça, embora possa parecer pouco, o somatório de todas as pequenas porções fará com que o todo seja muito rico.
Não desejamos ver apenas uma minoria trabalhando na igreja. Esperamos ver todos os membros se levantando diante do Senhor. Esperamos ver toda a igreja se levantando para receber as riquezas e a graça de Deus. O que um membro receber da Cabeça, se torna benefício para todo o Corpo. Se cada irmão ou irmã tomar esse caminho, haverá muitos recipientes diante de Deus, e seremos a cada dia mais ricos. Esperamos que você não considere insignificante levantar cedo. Se todos aprendermos a levantar cedo e se todos mantivermos esse hábito, teremos um futuro espiritual brilhante pela frente.


Deus é Bom

(Autor Desconhecido)

Colaboração enviada por Eliete Haubrichs

Tudo o que Deus faz é bom! Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade. Em todas situações dizia: – Meu Rei, não desanime, porque Deus é bom!

Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.

O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este: – E agora, o que você me diz? Deus e bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.

O servo respondeu: – Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem!

O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.

Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.

Após prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de jubilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vitima, observou furioso: – Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso!

…….Falta-lhe um dedo!”

E o Rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença.

Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:

– Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande duvida: Se Deus e tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? ….Logo você, que tanto O defendeu!?

O servo sorriu e disse:

– Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!


Floresça Onde Está Plantado: A Mina de Golconda

(do Livro “Floresça Onde Está Plantado” – de Robert H. Schuller).

Houve um homem chamado Ali Hafed, que vivia no belo país do Irã. Fazendeiro estava contente com sua situação. Sua fazenda era excelente e rendosa. Tinha esposa e filhos. Criava carneiros, camelos e plantava trigo. “Se um homem tem esposa, filhos, camelos, saúde e a paz de Deus”, dizia ele, “é um homem rico!” Ali Hafed continuou rico até que certo dia, um sacerdote veio visitá-lo e começou a falar de uma cousa estranha, que o sacerdote chamava de “diamante”. Ali Hafed jamais ouvira falar em diamantes. E o sacerdote comentou: “Eles cintilam como um milhão de sóis. Na verdade, as coisas mais lindas do mundo!” De repente, Ali Hafed passou a sentir-se por demais descontente com o que possuía. Perguntou ao sacerdote: “Onde se podem encontrar esses diamantes! Preciso possuí-los”. O sacerdote respondeu: “Dizem que é possível achá-los em qualquer parte do mundo. Procure um riacho de águas transparentes correndo sobre areia branca, em região montanhosa, e ali você achará diamantes”.

Ali Hafed, então, tomou uma decisão; vendeu a fazenda, confiou esposa e filhos aos cuidados de um vizinho, e se lançou em sua jornada à procura de diamantes.

Viajou pela Palestina, depois ao longo do Vale do Nilo, até que, afinal, encontrou-se junto às colunas de Hércules, entrando, a seguir, na Espanha. Ele procurava areias brancas, montanhas altas. Diamantes, porém, não encontrou um só. Com o correr dos anos, um dia chegou ele à costa de Barcelona, na Espanha. Estava alquebrado, sem recursos e sem condições de comunicar-se com a família. Num acesso de desespero, profundamente deprimido, lançou-se ao mar e morreu.

Nesse ínterim, o homem que adquiriu a fazenda de Ali Hafed achava curiosa pedra negra, enquanto seu camelo se dessedentava num riacho. Levou-a para casa,colocou-a sobre a cornija da lareira e esqueceu-se dela. Um dia apareceu o sacerdote. Olhou acidentalmente para a pedra negra e notou um lampejo colorido brotando de um ponto de onde saíra uma lasca.
Disse ao hospedeiro: “Um diamante! Onde o achou?”
Contou-lhe o fazendeiro: “Encontrei-o nas frias areias do riacho de águas claras aonde levo meu camelo para beber”.
Juntos, arrebanhando as túnicas e correndo tão depressa quanto lhes permitiam as sandálias, dispararam rumo ao riacho. Açodadamente, esgaravataram e cavaram e acharam mais diamantes! Esse achado se transformou na Mina de Diamantes Golconda – a maior mina do mundo!

A lição é clara. Os diamantes lá estavam, o tempo todo, no quintal de Ali Hafed. Só que ele não os vira. E, por isso, gastara a vida numa busca inútil! A moral, também, é clara. Você pode gastar sua vida em todo o tipo de viagem à caça de prazer, fama e riqueza – um tremendo esforço para encontrar felicidade. Mas, pode acontecer que a felicidade esteja debaixo de seus pés, em seu próprio quintal. Floresça onde você está plantado!

Onde quer que você esteja, Deus ali está. Onde Deus está há belos desígnios – basta que você veja as possibilidades. Deus o pôs onde está, porque ele pode ver diamantes nas rochas que estão ao seu redor.

A mina de Golconda é aquela de onde veio o diamante koh-i-Noor, que faz parte das jóias da coroa da Inglaterra, de onde veio o diamante Orloff, que faz parte das jóias da coroa da Rússia e, também, de onde veio a maior parte dos diamantes da, indubitavelmente, mais linda coroa que já existiu, a da Princesa do Irã.


Os Canais de Vida

Já mencionamos como nossa obra deve conceder vida às pessoas. Mas em nós mesmos não temos a vida para dar, para que as pessoas possam viver e ser alimentadas. Pois não somos a fonte, simplesmente os canais da vida. A vida de Deus flui de nós e através de nós. Uma vez que somos canais, não devemos deixar que nada nos bloqueie para que a vida de Cristo passe através de nós. A obra da cruz é desobstruir-nos — livrar-nos de tudo o que pertence a Adão e à ordem natural para que os outros possam receber a vida do Espírito Santo. Ao sermos cheios com o Espírito Santo, nosso espírito pode levar a cruz de Cristo continuamente. Como resultado, nossa vida torna-se a vida da cruz (explicaremos isto melhor mais adiante). E uma vez cheios do Espírito Santo e possuindo a vida de cruz, seremos usados pelo Espírito de Deus a fim de fazer emanar de nós a vida de cruz para os que estão ao nosso redor. Pois se realmente estivermos cheios do Espírito devido à obra mais profunda da cruz em nós, espontaneamente propagaremos vida em nossa conversa — quer seja pública ou particular — de modo a enriquecer aqueles com os quais estamos em contato. Isto não exige nenhum esforço próprio nem fabricação própria, e deve ser algo muito natural. E isso cumpre o que o Senhor Jesus declara em João 7:38: “Quem crê em mim… do seu interior fluirão rios de água viva.”

Este versículo contém vários pensamentos. “Do seu interior” ou “do seu ventre”, significa que primeiro o ventre seja esvaziado mediante a perfeita operação da cruz. Também implica que o ventre deve estar cheio da água viva do Espírito Santo. A vida que a pessoa recebe não é somente para sua própria necessidade. É tão abundante e completa que flui como rios de água viva para suprir a necessidade dos outros.
Precisamos dar atenção especial à palavra “fluir” usada aqui. Tal termo não sugere o uso de táticas de oratória, certa tonalidade de voz, algum princípio psicológico profundo, eloqüên¬cia, argumento ou aprendizagem. Embora tudo isto possa, à vezes, ser útil, em si mesmos não são nem a água viva nem o mecanismo pelo qual a água viva flui. “Fluir” sugere algo mais natu¬ral; não requer esforço humano algum. Não é preciso depender da eloqüência ou do argumen¬to. Ao proclamarmos fielmente a palavra da cruz de Jesus, as pessoas receberão a vida que não possuem. A vida e o poder do Espírito Santo parecem fluir naturalmente através de nosso espírito. Doutra forma, não importa quão arden¬temente pregamos, nosso auditório ouvirá passi¬vamente. Embora às vezes as pessoas parecem prestar atenção e compreender e se emocionar, o que dizemos pode somente extrair elogio de suas bocas sem dar-lhes a vida e o poder a fim de praticar o que ouvem. Que possamos ser canais da vida de Deus hoje.
A fim de sermos canais devemos ter a expe¬riência, ou o Espírito Santo não operará conosco; pois a obra que realizamos depois de receber o Espírito Santo tem em si a natureza do teste¬munho (ver Lucas 24:48,49). De fato, todas as nossas obras dão testemunho do Senhor. O que testifica não pode testificar do que não viu. Mas a palavra do ouvinte não é prova suficiente. Ninguém pode testemunhar sem experiência pessoal. Mais claramente, o que não tem expe¬riência do que proclama é testemunha falsa! E por causa disso o Espírito Santo recusa-se a operar mediante tais indivíduos.
Outra coisa que devemos saber é que quando o Espírito Santo opera (e da mesma forma, quando o espírito do maligno opera), é preciso que o homem proporcione saída para o poder. Caso não experimentemos o que proclamamos, o Espírito Santo não nos pode usar como seu canal a fim de transmitir sua vida ao coração das pessoas.
Assim, possa a cruz que proclamamos tam¬bém crucificar-nos! Que possamos levar a cruz que pregamos! Que primeiro recebamos a vida que pretendemos comunicar aos outros! Que a cruz que proclamamos seja a que experimenta¬mos diariamente em nossa vida! Pois se nossa mensagem há de produzir efeito eterno, primei¬ro deve transformar-se em alimento de nossa alma. Mediante as tribulações do viver diário é impressa com fogo em nosso próprio ser para que levemos a marca da cruz em tudo o que fazemos. Só aqueles que levam, impressas em seu corpo, as marcas do Senhor Jesus (Gálatas 6:17), podem proclamá-lo. Oh, permita-me lembrá-lo que a idéia ou conhecimento repentinos obtidos através de livros e do estudo podem agradar ao auditório temporariamente, mas não deixará nenhuma impressão permanente. Se nossa obra é só para a apreciação humana, então já cumprimos nosso dever apresentando mate¬riais de fontes mentais e emocionais. Felizmen¬te, entretanto, nossa obra não possui tal propósi¬to!

Autor Watchaman Nee
LIVRO: O Mensageiro da Cruz


Vida

Não podemos dar o que não possuímos. Se tudo o que possuímos é pensamento, só podemos dar pensamentos. Se em nossa vida não possuirmos a experiência da co-morte com Cristo a fim de vencer o pecado e o ego, nem a experiência de tomar a cruz e seguir o Senhor e com ele sofrer; se nosso conhecimento da palavra da cruz é conseguido de livros e das pessoas, conhecimento que nós mesmos não experimentamos, então é certo que não podemos conceder vida; tudo o que podemos fazer é instilar a idéia da vida de cruz na mente das pessoas. Somente quando nós mesmos somos transformados pela cruz e recebemos seu espírito como também sua vida somos capazes de conceder a cruz às outras pessoas.

A cruz deve fazer sua obra mais profunda em nossa vida diária para que possamos ter experiências reais de vitória e também de sofrimentos da cruz. Então, ao proclamarmos a mensagem nossa vida propagar-se-á em nossas palavras, e o Espírito Santo pode fazer fluir sua vida através de nossa vida a fim de saciar a aridez das vidas dos que nos ouvem.

Pensamento, palavra, eloquência e argumento humanos só estimulam a alma humana, pois estes só alcançam o intelecto. Meramente excitam a emoção, a mente e a vontade do homem. A vida, entretanto, pode alcançar o espírito do homem; todas as obras do Espírito Santo são realizadas em nosso espírito — isto é, em nosso homem interior (veja Romanos 8:16; Efésios 3:16). À medida que nós, em nossa experiência espiritual, deixarmos fluir nossa vida no espírito, o Espírito Santo enviará sua vida aos espíritos dos outros e fará com que recebam a vida regenerada, a vida mais abundante.

É vão tentarmos salvar pecadores ou edificarmos os santos usando psicologia, eloquência e teoria. Embora a aparência exterior do que dizemos possa ser bem atraente, sabemos que o Espírito Santo não opera conosco. Se o Espírito Santo não emprestar sua autoridade e poder às nossas palavras, os ouvintes não sofrerão mudança alguma em suas vidas. Embora possam, às vezes, tomar uma decisão ou mudar sua vontade, tudo não passa de mera excitação da alma. Por não existir vida em nossas palavras, não há poder a fim de fazer com que os outros recebam o que não possuímos. Ter vida é ter poder. A menos que permitamos que o Espírito Santo emane de nossa vida a fim de alcançar o espírito do homem, as pessoas não podem receber a vida do Espírito Santo e não têm poder algum para pôr em prática o que pregamos. O que buscamos, portanto, não é persuasão por meio de palavras, mas a vida e o poder do Espírito Santo.

A vida que mencionamos aqui refere-se à Palavra de Deus que experimentamos em nossa caminhada ou à mensagem que experimentamos antes de proclamá-la. A vida de cruz é a vida do Senhor Jesus. Devemos conhecer nossa mensagem pela experiência. O ensino que conhecemos é somente ensino até que permitamos que opere em nossa vida de modo que o ensino que conhecemos se torne parte de nossa experiência e elemento integral de nossa caminhada diária. Então o ensino já não é meramente ensino mas a própria essência de nossa vida — assim como o elemento que comemos tornou-se carne de nossa carne e osso de nossos ossos. Tornamo-nos o ensinamento vivo e a palavra viva; e o que pregamos não é mais simplesmente uma idéia, mas nossa vida real. Este é o significado de “praticantes da palavra” no sentido bíblico.

Muitas vezes compreendemos mal a palavra “fazer”. Achamos que significa que depois de ouvirmos e conhecermos a palavra de Deus devemos tentar o melhor que podemos a fim de fazer o que ouvimos e conhecemos. Mas não é esse o significado de “fazer” na Bíblia. É verdade que precisamos desejar fazer o que ouvimos. Entretanto, o “fazer” das Escrituras não é operar mediante nossa própria força, antes, é permitir que o Espírito Santo viva mediante nós a palavra do Senhor que conhecemos. E uma qualidade de vida, não simplesmente um tipo de obras. Quando tivermos a vida, mui naturalmente teremos as obras.

Mas produzir algumas obras não pode ser considerado cumprir o “fazer” da Bíblia. Devemos exercitar nossa vontade a fim de cooperar com o Espírito Santo de modo que possamos viver o que conhecemos, assim dando vida aos outros.

Ao olharmos para o Senhor Jesus, aprenderemos a lição. “…assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna” ( João 3:14b,15). “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer” (João 12:32, 33). É preciso que o Senhor Jesus seja crucificado antes de atrair todos os homens a si mesmo para que recebam a vida espiritual. Ele mesmo deve morrer primeiro, tendo a experiência da cruz em operação nele, tanto de dentro como de fora, de modo que ele se torna em realidade o crucificado. E assim terá ele o poder de atrair todos a si mesmo.

Ora, discípulo algum pode ser maior do que seu mestre. Se nosso Senhor deve ser levantado e crucificado para que todos sejam a ele atraídos, não devemos nós, que levantamos o Cristo crucificado, também ser levantados e crucificados de modo a atrair todos a ele? O Senhor Jesus foi levantado na cruz a fim de dar vida espiritual aos homens; da mesma forma, se desejamos fazer com que as pessoas tenham vida espiritual, nós também devemos ser levantados na cruz para que o Espírito Santo possa fazer com que sua vida flua mediante nós. Uma vez que a fonte da vida procede da cruz, não devem os canais de vida também outorgar vida mediante a cruz?

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Autor Watchaman Nee
LIVRO: O Mensageiro da Cruz


Motivo do fracasso das mensagens da cruz

Homens e mulheres que não foram crucificados não podem proclamar a palavra da cruz e são indignos de fazê-lo. A cruz que pregamos aos outros deve, primeiro, crucificar-nos. A palavra que pregamos deve, primeiro, queimar-se profundamente em nossa vida de modo que nossa vida seja uma mensagem viva. A cruz que proclamamos não deve ser simplesmente uma mensagem. Devemos permitir que a cruz seja nossa vida diária. Então o que pregamos será mais do que uma simples mensagem: será uma espécie de vida que exibimos diariamente. Então poderemos conceder essa vida a outros enquanto pregamos.

“Pois a minha carne é verdadeira comida, e meu sangue é verdadeira bebida” (João 6:55).

Quando exercitamos fé a fim de nos nutrirmos da cruz do Senhor Jesus, é como se comêssemos da sua carne e bebêssemos do seu sangue. Em tal exercício espiritual, comer e beber não são meras palavras. Como no reino natural, depois de comermos e bebermos, digerimos o que comemos, de forma que isso se torna parte de nós — isto é, torna-se nossa vida. Nosso fracasso repousa no fato de que demasiadas vezes usa¬mos somente nosso intelecto para examinar a Palavra de Deus e somente tomamos com nossa mensagem o que lemos em livros e ouvimos dos pregadores e amigos, e então usamos nossa mente a fim de organizar esse material. Embora tenhamos excelentes pensamentos e tópicos, embora nosso auditório ouça com muita atenção e interesse, nossa obra termina aí, pois somos incapazes de conceder a vida de Deus a eles. A palavra que pregamos é, deveras, a cruz, mas não podemos partilhar a vida da cruz com eles. Tudo o que fizemos foi comunicar-lhes alguns pensamentos e idéias. Não sabemos nós que a necessidade das pessoas não são pensamentos, mas vida?

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Autor Watchaman Nee
LIVRO: O Mensageiro da Cruz


O Mensageiro da Cruz – parte 2

“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem, ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiam em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder” (1 Coríntios 2:1-4).

Nesta passagem podemos ver o esboço de três coisas: primeiro, a mensagem que Paulo prega; segundo, o próprio Paulo; e terceiro, como Paulo proclama sua mensagem.

Primeiro: a mensagem que Paulo prega

A mensagem que Paulo prega é Jesus Cristo, e este crucificado. Seu assunto é a cruz de Cristo ou o Cristo da cruz. Ele só sabe isto e nada mais. Que tremenda perda será para os que nos ouvem e também para nós mesmos o nos esquecermos da cruz e não fazermos dela e do seu Cristo nosso único tema. Espero que não estejamos entre aqueles que não pregam a cruz de modo nenhum.
De forma que à luz desta passagem da Escritura, nossa mensagem e nosso tema estejam deveras corretos. Mas não temos tido a experiência de, a despeito da correção de nossa mensagem, não transmitirmos vida às pessoas? Permita-me dizer-lhe, que embora seja essencial pregar a mensagem correta, metade de nosso labor será em vão se não tiver como resultado a recepção de vida pelas pessoas.
Devemos sublinhar que o objetivo de nossa obra é que as pessoas tenham vida. Pregamos a morte substitutiva da cruz a fim de que Deus possa conceder vida aos que crêem. Mas que proveito há em ficarem meramente emocionados e serem levados ao arrependimento (até mesmo aprovando o que pregamos) se sua simpatia for somente superficial e a vida de Deus não entrar neles? Ainda estarão sem a salvação. De modo que nosso objetivo não é levar as pessoas somente ao arrependimento ou influenciar-lhes a mente, mas conceder-lhes a vida de Deus para que sejam salvas. Ainda quando pregamos ao crente a verdade mais profunda referente à co-morte da cruz, devemos ter em vista o mesmo objetivo.
Ora, é muito fácil fazer com que as pessoas conheçam e compreendam certo assunto. Realmente não é difícil persuadir as pessoas a aceitarem mentalmente nosso ensinamento; crentes e incrédulos, da mesma forma, com algum conhecimento, podem, facilmente compreender, se o ensinamento lhes for explicado com clareza. Mas para que recebam vida, poder, e para que experimentem o que pregamos, Deus tem de operar por nosso intermédio a fim de dispensar a vida mais abundante. Não devemos nos esquecer jamais de que tudo o que fazemos é com o propósito de sermos canais da vida de Deus para que essa mesma vida flua para o espírito das pessoas. Portanto, tendo a correção da mensagem e do tema, precisamos ter certeza de que somos canais que Deus possa usar a fim de transmitir vida para as outras pessoas.

Segundo: o próprio Paulo

A mensagem que Paulo prega é a cruz do Senhor Jesus Cristo. O que ele proclama não é em vão, uma vez que é um canal vivo da vida divina. Com o evangelho da cruz, ele gera a muitos. Entretanto, ao pregar a palavra da cruz, o que acontece com ele? Ele diz: “E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós.” Ele próprio é uma pessoa crucificada! Percebamos que é preciso uma pessoa crucificada a fim de pregar a palavra da cruz.
Aqui, Paulo não tem absolutamente nenhuma confiança em si mesmo. Sua fraqueza, temor e grande tremor — o perceber a si mesmo como totalmente inútil e sem nenhuma autoconfiança — são sinais seguros de que ele é uma pessoa crucificada.”Estou crucificado com Cristo”, Paulo certa vez declarou (Gálatas 2:19). A seguir acrescenta: “Dia após dia morro!” (1 Coríntios 15:31). É preciso um Paulo moribundo a fim de proclamar a crucificação. Sem a verdadeira morte do ego, a vida de Cristo não pode fluir dele. É relativamente fácil pregar a cruz, mas ser uma pessoa crucificada na pregação da crucificação, não o é. Se não formos homens e mulheres crucificados, não podemos pregar a palavra da cruz; ninguém receberá a vida da cruz mediante nossa pregação a menos que estejamos crucificados. Para falar francamente, aquele que não conhece a cruz experimentalmente não é digno de pregá-la.

Terceiro: como Paulo proclama sua mensagem

A mensagem de Paulo é a cruz, e ele próprio é uma pessoa crucificada. Ao pregar a cruz, ele adota a maneira da cruz. A pessoa crucificada prega a mensagem da cruz no espírito da cruz. Mui frequentemente o que pregamos é, de fato, a cruz; mas nossa atitude, nossas palavras e nossos sentimentos não parecem testemunhar do que pregamos. Muito da pregação da cruz não é feita no espírito da cruz! Paulo escreveu aos crentes Coríntios: “…quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fiz com ostentação de linguagem, ou de sabedoria.” Aqui, o testemunho de Deus refere-se à palavra da Cruz. Paulo não empregou palavras difíceis de sabedoria ao proclamar a cruz mas foi ter com eles no espírito da cruz: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder.” Esse é, verdadeiramente, o espírito da cruz.
A cruz é a sabedoria de Deus, embora para os incrédulos seja loucura. Quando proclamamos a mensagem “louca”, devemos assumir a maneira “louca”, adotar a atitude “louca”, e usar palavras “loucas”. A vitória de Paulo encontra-se no fato de ser ele, deveras, uma pessoa crucificada. Ele pode, portanto, proclamar a cruz com a atitude e também com o espírito da cruz. Aquele que não experimentou a crucificação não está cheio do espírito da cruz e, consequentemente, não é digno de proclamar a mensagem da cruz.
Depois de examinarmos a experiência de Paulo, será que ela não nos mostra a causa de nosso fracasso? A mensagem que pregamos pode estar certa, mas examinemos a nós mesmos à luz do Senhor, discernindo se somos realmente homens e mulheres crucificados. Com que espírito, palavras e atitudes pregamos a cruz? Ah! Que nos humilhemos profundamente perante estas perguntas para que Deus possa ser gracioso a nós e que os que nos ouvem possam receber a vida.
O fracasso das pessoas em receber a vida deve ser falha dos pregadores! Não é que a palavra tenha perdido seu poder; é que os homens têm falhado. Os homens têm impedido o transbordar da vida de Deus, não que a palavra de Deus tenha perdido sua eficácia. Pessoas que não possuem a experiência da cruz e portanto têm falta do espírito da cruz, são incapazes de conceder aos outros a vida da cruz. Como podemos dar a outrem aquilo que nós mesmos não possuímos? A não ser que a cruz se transforme em vida para nós, não podemos conceder essa vida aos outros. O fracasso em nossa obra é devido ao fato de estarmos ansiosos para pregar a cruz sem que essa cruz esteja dentro de nós. Aquele que verdadeiramente sabe pregar deve primeiro ter pregado a palavra para si mesmo. Doutra forma o Espírito Santo não operará por seu intermédio.
A palavra da cruz que tantas vezes proclamamos, na realidade não é nossa, mas emprestada — conseguimo-la, pelo poder mental, em livros ou examinando as Escrituras.
As pessoas inteligentes e os que estão acostumados a pregar têm, em particular, tendência para esse perigo. Receio que toda sua pesquisa, estudo, leituras, assistência a palestras sobre o mistério da cruz em seus aspectos vários sejam para as outras pessoas e não para si mesmas, em primeiro lugar. Pensar consistentemente nos outros e negligenciar nossa própria vida poderá resultar em fome espiritual!
Ao entregar a mensagem, tentamos apresentar o que ouvimos, lemos e pensamos, de uma maneira completa e sincera. Podemos falar tão clara e logicamente que as pessoas no auditório podem pensar compreender tudo. Embora compreendam com o entendimento, não existe aquela força compelidora que os faça procurar o que compreendem.
Como se conhecer a teoria da cruz para eles fosse bastante. Por nossa causa, param com o conhecimento da cruz sem prosseguir a fim de obter o que a cruz poderia dar-lhes — isto é, a experiência da cruz. Ou talvez o pregador conheça muito bem a psicologia das massas de forma que fala com eloquência e sinceridade. Pode até mesmo aconselhar o auditório a não ficar satisfeito com a mera compreensão intelectual do que ouviu mas procurar a experiência. Entretanto, embora seus ouvintes possam ser despertados temporariamente, falham, não obstante, em receber a vida. O que possuem permanece teoria, não se torna experiência.
Que nós, portanto, possamos não estar satisfeitos com nós mesmos, pensando que nossa eloquência pode dominar o auditório. Embora possam ser estimulados momentaneamente, compreendamos que o que recebem de nós são simplesmente pensamentos e palavras. O fracasso em conceder vida nada contribui em absoluto para a caminhada espiritual do homem. Que proveito há em dar às pessoas somente pensamentos e palavras? Minha oração é que isto penetre profundamente em nossos corações e nos faça refletir sobre a vaidade de nossas obras anteriores!
Como já vimos, pois, os dois motivos principais por que não concedemos vida enquanto pregamos a cruz são: (1) nós mesmos não possuímos a experiência da cruz, e (2) não pregamos a palavra da cruz no espírito da cruz.

Autor Watchaman Nee
LIVRO: O Mensageiro da Cruz


O Mensageiro da Cruz – parte 1

Em anos recentes muitos parecem estar cansados de ouvir a mensagem da cruz; entretanto, damos graças a Deus nosso Pai, e o louvamos, pois ele reservou, por amor de seu grande nome, muitos fiéis que não dobraram os joelhos a Baal. Achamos, entretanto, que todos os servos de Deus devem saber por que, embora fielmente proclamem a cruz, vêem tão pouco resultado. Por que as pessoas ouvem a palavra verdadeira de Deus e no entanto suas vidas demonstram tão pequena mudança? Cremos que este assunto deve receber nossa maior atenção. Nós, como trabalhadores do Senhor, devemos saber por que o evangelho que pregamos falha em ganhar pessoas. Que humildemente oremos, pedindo que o Espírito de Deus derrame luz sobre nossos corações a fim de vermos onde falhamos.
Naturalmente, devemos dar atenção à palavra que pregamos. (Aqui não nos preocuparemos com os que pregam um evangelho errado, ou “outro” evangelho, pois sua fé já está em erro.). O que pregamos é a verdade, em perfeito acordo com a Bíblia. Nosso tema é a cruz do Senhor Jesus. O que proclamamos não é outro senão o Senhor Jesus, e este crucificado a fim de salvar os pecadores, tanto da pena como do poder do pecado. Sabemos que nosso Senhor morreu na cruz como substituto dos pecadores para que todos aqueles que crêem nele sejam salvos sem as obras. Entretanto, não somente sabemos que Cristo foi crucificado como nosso substituto, mas sabemos também que os pecadores e seus pecados foram crucificados com ele. Temos conhecimento completo do caminho da salvação. Estamos familiarizados com o segredo do morrer com Cristo e com o conseguir, pela fé, o poder de sua morte a fim de lidar com o ego e também com o pecado. Compreendemos claramente todos os ensinamentos relacionados com este assunto apresentados na Bíblia; e podemos apresentá-los tão bem de modo que todos os apreciem — tão bem, de fato, que quando pregamos a cruz de Cristo, o auditório parece prestar muita atenção e grandemente comover-se. Talvez tenhamos eloquência natural, o que aumenta ainda mais nossa capacidade de emocionar as pessoas — e grandemente ajuda, achamos, nossa obra.
Em tais circunstâncias, naturalmente esperamos que muitos incrédulos recebam a vida e que muitos crentes recebam a vida mais abundante. Entretanto, os resultados são outros, para surpresa nossa. Embora as pessoas, no auditório, pareçam estar emocionadas, descobrimos que meramente retêm na memória as palavras que falamos sem ganhar o que espiritualmente desejamos para elas. Não há mudanças notáveis em sua vida. Compreendem o ensino, mas sua vida diária não é afetada. Simplesmente armazenam o que ouvem, sem que isso tenha qualquer impacto prático em seus corações.
O motivo de um efeito tão contrário como este parece estar no fato de que o que você e eu possuímos é mera eloquência, palavras ou sabedoria. Por trás de nossa palavra não existe o poder que estimula o coração. Nossa palavra e voz podem ser excelentes, entretanto, o poder de transformar vidas está ausente delas. Por outras palavras, embora possamos atrair as pessoas a fim de nos ouvir, o Espírito Santo não tem trabalhado juntamente conosco. E por isso nosso esforço não produz resultado permanente. Nossa palavra não causa nenhuma impressão indelével nas vidas das pessoas. As palavras podem fluir de nossa boca, mas de nosso espírito nenhuma vida é liberada a fim de alimentar e vivificar o auditório espiritualmente árido.
Ultimamente a palavra de Deus tem-me chamado a atenção contra este tipo de pregação. Não devemos procurar ser oradores aclamados pelas pessoas (pois não é o nosso Senhor o doador da vida?); antes, devemos ser meros canais através dos quais a vida dele possa fluir ao coração do homem. Por exemplo, ao pregarmos a cruz, devemos ser aqueles que podem conceder a vida da cruz aos outros. O que me fere grandemente é que, embora muitos hoje estejam pregando a cruz, os ouvintes não parecem receber a vida de Deus. As pessoas ouvem nossas palavras; parecem aprová-las e alegremente recebê-las; entretanto a vida de Deus não está presente.
Quão frequentemente, ao proclamarmos a mensagem da cruz as pessoas aparentam perceber o significado e o motivo para tal morte e podem parecer que estão profundamente comovidas nesse instante; porém não testemunhamos a graça de Deus operando em seu meio e fazendo com que elas realmente recebam a vida de regeneração. Ou, como outro exemplo, podemos pregar sobre o aspecto da co-morte da cruz. Explicamos o ensinamento tão clara e persuasivamente que muitas pessoas logo começam a orar e podem até mesmo decidir-se a morrer instantaneamente com Cristo a fim de experimentar a vitória sobre o pecado e o eu. Com o passar do tempo, entretanto, não percebemos nelas a vida abundante de Deus.
Tais resultados imperfeitos trazem-me muita angústia. Levam-me a humilhar-me perante Deus e a buscar sua luz. Ora, se você partilhar da mesma experiência, gostaria que se juntasse a mim em tristeza perante o Senhor e que juntos nos arrependêssemos de nosso fracasso. O que nos falta hoje são homens e mulheres que verdadeiramente preguem a cruz, e que a preguem especialmente no poder do Espírito Santo.

Com relação a isto, leiamos a seguinte porção da Palavra de Deus:

“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem, ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiam em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder” (1 Coríntios 2:1-4).

Continua……

Autor Watchaman Nee
LIVRO: O Mensageiro da Cruz

DESTA PASSAGEM BÍBLICA O AUTOR ESBOÇA TRÊS COISAS, QUE VEREMOS NA PARTE 2 DE O MENSAGEIRO DA CRUZ.


A Tese do Coelho

Esta é mais uma estória divertida que eu encontrei na internet e resolvi transformá-la em slides e vídeos, depois de fazer uma aplicação cristã.

SLIDES EM POWER POINT
TESE DO COELHO-blog por causa da flor


Malaquias 3:3‏

(Colaboração de Rebeca Caroline Silva e Rosilene Cândido)

Malaquias 3:3 diz: E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça.

Esse versículo bíblico intrigou umas mulheres de um estudo bíblico e elas ficaram pensando o que essa afirmação significava em relação ao caráter e a natureza de Deus.

Uma delas ofereceu-se para descobrir sobre o processo de refinamento da prata para o próximo estudo bíblico.

Naquela semana, a mulher ligou para um ourives e marcou um horário para assisti-lo trabalhar. Ela não mencionou a razão do seu interesse e só disse estar curiosa para conhecer o processo.

Ela foi assisti-lo. Ele pegou um pedaço de prata e o segurou sobre o fogo, deixando-o esquentar.

Ele explicou que, no refinamento da prata, é preciso que se segure a mesma bem no centro da chama, onde é mais quente e queima-se as impurezas.

A mulher pensou sobre Deus, que às vezes, nos segura em situações ‘quentes’ e pensou novamente no versículo: ‘E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata… ‘

Ela perguntou para o artesão se ele tinha mesmo que ficar sentado o tempo todo na frente do fogo enquanto a prata estava sendo refinada.

Ele disse que sim; que não somente ele tinha que ficar lá, segurando a prata, mas que ele tinha que, também, manter seus olhos na mesma o tempo todo que ela estivesse nas chamas. Se a prata ficasse um minuto a mais no fogo, seria destruída.

A mulher ficou em silêncio por um momento. Então, ela perguntou: ‘Como você sabe quando a prata está totalmente refinada?’

Ele sorriu e disse: ‘Ah, isso é fácil… É quando eu vejo minha imagem nela. ‘

Se hoje você está sentindo o calor do fogo, lembre-se que os olhos de Deus estão sobre você e que Ele vai ficar cuidando de ti até que Ele veja Sua imagem em você.


Que bicho é este?

Você tem uma boa Visão?

Em forma de uma divertida brincadeira, receba uma palavra de animo atráves destes slides ou do vídeo abaixo.  Faça download para o seu computador e apresente para sua família, seus amigos e sua igreja.

SLIDES EM POWER POINT – Clique no link abaixo
Que bicho é este


Visão e Ação

Pequenas Frases que nos levam a reflexão de um Evangelho na prática. Com atitudes.

Visão e ação


Medo da Dor. A Dor que traz medos.

Entre as doenças modernas que afligem a humanidade está o medo. Estudos mostram os mais esquisitos tipos de fobias.

– Medo de altura, de luz, de animais, medo de contato com a terra, medo de dormir, medo de falar em publico e até medo de sentir dor (dor tanto pode ser no sentido físico como emocional, o sofrimento).

O medo é um espírito: “Porque Deus não nos deu o espírito de medo, mas de poder, de amor e de moderação” (2 Tim 1.7). Nenhum medo vem de Deus. O medo vem do inferno.

É certo que temos um temor natural, que nos preserva. O receio de passar por um lugar perigoso, à noite, nos leva a ter prudência. A preocupação é causada por uma circunstância.

Diferentemente, o medroso não é razoável, e dificilmente alguém consegue convencê-lo de que o que ele teme não vai acontecer: “Porque aquilo que temo me sobrevêm, e o que receio me acontece” (Jó 3.25).

Desde a minha infância o inimigo trabalhou este espírito de medo na minha vida. Era medo do escuro, de fantasmas, de cair, medo de falar em público e talvez outros que nem me recordo. Paulatinamente o Senhor foi me ajudando a vencer estes primeiros temores infantis. Na adolescência começaram os medos de passar por passarela, medo de dirigir e medo de sentir dor. O medo da dor era tanto que eu sempre levava na minha bolsa um analgésico em gotas. Qualquer sinal de uma dor de cabeça, mesmo sem água eu usava as gotinhas “milagrosas”.

Como meu Senhor não me deu espírito de medo, em minhas orações clamava para vencê-los. Assim, meu Jesus me fez vencer o medo de passarela e de dirigir. Estes são outros testemunhos do que Deus pode fazer que eu posso contar em um outro momento. Contudo, o medo da dor persistia.

Nos anos de 2005 e 2006 eu passei por grandes lutas de ataque do inimigo na minha família e também com a minha saúde. Um dos meus problemas estava no útero que provocava hemorragias que duravam em média 90 dias. Apesar da indicação cirúrgica, isto não era possível devido a um problema no fígado e as anemias profundas geradas pelos sangramentos. Com o sofrimento o medo da dor se misturava com a dor que também trazia outros medos, mais inseguranças.

Durante os meus dias e noites de dor, eu chorava clamando ao Senhor que me curasse ou que tirasse a minha dor naquele momento (nesta ocasião eu não podia tomar muitos medicamentos devido ao problema no fígado). Depois de muito tempo de choro, de oração e leitura da Palavra, eu comecei a compreender que meu Senhor não prometeu que eu não teria aflições neste mundo. Mas, Ele prometeu que estaria comigo. Assim, comecei a mudar meu clamor. A cada dia de dor, a cada choro, eu clamava: Meu Senhor, fica comigo!

Com o tempo, comecei a tomar posse da presença dEle em mim. Também, com a leitura da Palavra passei a conhecê-lo mais e a receber a Palavra da verdade em minha vida.

Como Estevão suportou as pedradas e ainda visualizou a glória de Deus? Como os cristãos lançados na arena cantavam louvores a Deus enquanto eram devorados pelos leões? Jesus, o Emanuel, o Deus Conosco estava com eles e está comigo e com você também.

Com o tempo, as dores passaram, e os sangramentos também. E o melhor de tudo: o espírito de medo foi substituído pelo espírito de poder declarado na palavra de 2 Tim. 1.7.

Como o Senhor tem me curado, Ele tem me usado para falar sobre Cura Interior. Em uma das minhas últimas ministrações, quando falava sobre temores, um rapaz colocou que tem medo de optar em fazer a vontade de Deus e ser infeliz.

Observe como o inimigo trabalha em nossas mentes. Nunca, de forma alguma, se vivermos dentro da vontade absoluta de Deus, nós seremos infelizes. Ele nos conhece profundamente e seus propósitos serão sempre em nos levar a medida da estatura de Cristo, a crentes perfeitos. E isto é simplesmente P E R F E I T O.

Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo. Efésios 4:13

Talvez você também esteja sendo atacado por temores durante toda a sua vida e não sabe como se livrar deles. Pode ser que você tenha medo de sentir dor, mas aquela dor da alma, da rejeição, do sofrimento.

Seja qual for o seu medo, é hora de vencê-lo. Seja qual for a sua dor, é hora de colocá-la para o Mestre.

Os crentes sofrem de medos por um dos motivos abaixo:

1º Por ignorar a sua posição em Cristo.

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Efésios 1.3 E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Efésios 2.6

2º Por ignorar quem é Cristo.

Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém. Efésios 3.16-21

E mais toda a Palavra que testifica quem o nosso Cristo é.

3º Por não andar na Luz, nosso lugar seguro, nossa fortaleza: Jesus.

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. I João 1.7 Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz. Efésios 5:8 Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz. Estas coisas disse Jesus e, retirando-se, escondeu-se deles. João 12:36 Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. 1 Tessalonicenses 5:5

O QUE FAZER PARA NOS LIBERTARMOS DO MEDO:

1º Admitir o medo

2º Crer na Palavra de Deus

3º Orar rejeitando especificamente o medo.

4º Pedir uma palavra de Verdade.

Leia o Salmo 34. Nele o Salmista faz os passos acima. A Palavra de verdade que ele recebeu está nos versos 7 e 8.

O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra. Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.

Lembre-se: O Senhor é bom. Ele está com você. Ele é o seu porto seguro, e você será feliz se nEle se refugiar.

Esta é a sua posição em Cristo. Prossiga em conhecer o seu Senhor, ande na Luz e vença seus temores.

Em Cristo,

Liliana Viana


Não confie em nada, só confie em você e na vitória – slogan da Gillette

Em 27 de agosto de 2010, eu vi um banner da Gillette no site do MSN.COM com o seguinte TEMA:

Não confie em nada, só confie em você e na vitória.

Este link vai te levar ao site da Gillette e ver o vídeo abaixo: http://www.youtube.com/gillettedesodorante

O vídeo é motivacional e muito bom. Contudo esta frase, “Não confie em nada, só confie em você e na vitória”, trás um perigo muito grande e nos leva a algumas reflexões:

1. O que realmente é confiar? O dicionário dá os seguintes significados:
– Sentimento de quem confia em algo ou alguém
– Segurança íntima
– Sentimento de respeito, de harmonia e entendimento
– Sem desconfiar, sem dúvida quanto à confiabilidade ou discrição
2. Por que confiamos em nós mesmos? Desde o Éden acreditamos que somos capazes de tomar nossas decisões e seguir nossas vidas sem consultar Deus. Acreditamos na mentira de satanás que poderíamos ser iguais a Deus.
3. Qual o perigo desta frase? Justamente acreditar somente em si próprio. É muito bom motivarmos as pessoas e levá-las a crerem em suas capacitações. Contudo, o slogan da Gillette é um apelo a não CONFIAR EM NADA. Isto não inclui NINGUÉM em sua lista de confiança além de você próprio. Jesus nos disse que sem Ele nada poderíamos fazer: Porque sem mim nada podeis fazer (João 15.5b). E não podemos NADA mesmo. Além do que, a palavra nos orienta em Jeremias 17.5 para não confiarmos no homem: Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!
4. Seja motivado a seguir em frente, creia que Deus te capacitará para vencer, mas confie somente nEle e leia o que a Bíblia nos diz sobre CONFIANÇA, e não siga o slogan da Gillette.

Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará. (Salmos 37:5)

Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira. (Salmos 40:4)

Em Deus louvarei a sua palavra, em Deus pus a minha confiança; não temerei o que me possa fazer a carne. (Salmos 56:4)

Pois tu és a minha esperança, Senhor DEUS; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.(Salmos 71:5)

Para que a tua confiança esteja no SENHOR, faço-te sabê-las hoje, a ti mesmo. (Provérbios 22:19)

Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. (Jeremias 17:7)

Porque certamente te livrarei, e não cairás à espada; mas a tua alma terás por despojo, porquanto confiaste em mim, diz o SENHOR. (Jeremias 39:18)

Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. (Filipenses 1:20)

E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei O que me possa fazer o homem. (Hebreus 13:6)

E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda. (1 João 2:28)

Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus. (1 João 3:21)

E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. (1 João 5:14)

Confiando no Senhor,
Liliana Viana


Gritai, então a muralha cairá

“…gritai, então a muralha… cairá…” – Josué 6:5 NKJV

Você está lutando em uma batalha e está com medo de não vencer? De quem você está dependendo: de Deus ou de si mesmo? Quando o povo de Israel se deparou com os exércitos reunidos de Amom, Moabe e Monte Seir, Deus disse a eles: “A batalha não é de vocês, mas de Deus…” (2 Crônicas 20:15 NVI). E Deus nunca perdeu uma batalha! Ele disse a Josué: “Entreguei nas suas mãos Jericó…” (Josué 6:2 NVI). Observe, Ele não disse: “Eu entregarei” ou “Eu poderei entregar.” Ele disse: “Entreguei nas suas mãos Jericó!.” Israel já tinha a vitória, agora eles estavam sendo chamados para agir com base nela. Mas permanecia a questão: Como? A resposta de Deus foi: “Gritai.” Josué disse aos israelitas: “Quando as trombetas soarem… o povo todo dará um forte grito; o muro da cidade cairá e o povo atacará” (Josué 6:5 NVI). Ora, nenhuma pessoa racional esperaria que um grito, por mais alto que fosse, derrubasse as muralhas de uma grande cidade. Mas este não era um grito comum; era um grito de fé baseado em uma promessa que Deus havia feito. Embora a vitória parecesse impossível, quando Israel gritou, Deus respondeu derrubando as muralhas e abrindo as portas para a Terra Prometida. Quando está procurando uma porta aberta e tudo o que pode ver é uma muralha de tijolos, a última coisa que você tem vontade de fazer é gritar “vitória”, não é verdade?
Mas você precisa fazer isso assim mesmo, porque:
1) o grito de louvor leva à vitória;
2) ele coloca a sua fé à mostra;
3) ele confunde o inimigo e rouba dele duas das suas maiores armas: a dúvida e o desânimo;
4) a obediência, mesmo quando você não entende, sempre dá resultado.
Portanto, grite, pois a vitória é sua!
FONTE: Site Palavra para Hoje


Controlados pelo Espírito

“Um dos mais difíceis aspectos dessa questão da plenitude do Espírito Santo é nossa incapacidade de entender o verdadeiro significado da palavra “cheio”. Temos a tendência de pensar num copo ou recipiente qualquer, mas não é isso que as Escrituras querem dizer quando comparam um crente cheio do Espírito a um bêbado que se acha sob o efeito do vinho. O bêbado não está realmente cheio de vinho; ele é dominado por ele. Seus movimentos vacilantes e hesitantes são desconexos porque ele está dominado pelo álcool. Da mesma forma, a mulher crente pode ser controlada pelo Espírito Santo. Isto é, ao inves de manifestar as fraquezas de seu temperamento, ela dará o fruto do Espírito – amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.. Mas precisamos nos dispor a largar mão de nós mesmas e sermos controladas por Deus, e fazer de nossa vida aquilo que o Espírito Santo desejar.”

livro “A mulher controlada pelo Espírito” de Beverly LaHaye


Mãe, mata filho

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Mãe mata filho – uma reflexão cristã